Na Rua Maria Augusta Gregório, o mato já tomou conta dos buracos. A cidade está órfã de prefeito, mas "adotada" pelas taxas abusivas.
Se você olhar rápido para a foto acima, vai ver um belo pôr do sol em Apucarana. Mas, se olhar com atenção para o chão, vai ver a realidade nua e crua que o prefeito Rodolfo Mota tenta esconder: o asfalto da nossa cidade virou pasto.
O registro foi feito na Rua Maria Augusta Gregório, mas poderia ser em qualquer esquina dessa cidade que hoje se sente órfã. O descaso é tanto que a natureza está retomando o seu lugar. Não é apenas um buraco, é um ecossistema completo nascendo no meio da via. Já tem mato alto, terra acumulada e, daqui a pouco, o apucaranense vai poder plantar soja no meio da rua.
A pergunta que não quer calar
Será que esse é o novo projeto de "Cidade Verde" do prefeito? Porque, para tapar buraco, a prefeitura não tem agilidade, mas para cobrar boleto, a rapidez é impressionante.
A ironia é cruel. O cidadão de Apucarana carrega nas costas o peso de pagar a passagem de transporte coletivo mais cara do Paraná. Pagamos preço de metrópole europeia para andar em ônibus que chacoalham mais que liquidificador, desviando de crateras que o prefeito finge que não vê.
Onde está o dinheiro?
As tarifas sobem
Os impostos chegam pontualmente
A passagem é um assalto ao bolso do trabalhador
E o retorno? O retorno é esse aí da foto: abandono.
A sensação nas ruas é de que Apucarana está à deriva. Rodolfo Mota parece governar para as redes sociais, enquanto a vida real do apucaranense aquela que fura pneu, quebra suspensão e dói no bolso é ignorada.
Prefeito, o povo não quer "likes".
O povo quer asfalto decente.
O povo quer respeito.
Apucarana não aguenta mais ser tratada como cidade fantasma na manutenção e como mina de ouro na arrecadação.
Acorda, Apucarana. Enquanto o mato cresce no buraco, o descaso cresce na prefeitura.



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